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Sonia Ushiyama Souto |
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[ INTERVIEW ]
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Sonia Ushiyama
Praticidade e visual fazem parte do vocabulário da estilista Sonia Ushiyama, uma das pioneiras no ramo de brechós do Brasil. Ela, que fez muito sucesso entre os músicos de rock na década de 80, trabalha com figurinos teatrais e, recentemente, aceitou o desafio de criar uma linha de roupas para chefs de cozinha com um toque oriental. Conheça um pouco mais sobre o trabalho e a história de Sonia em um rápido bate-papo que ela teve com a equipe do Zashi. EntrevistaZashi - Você foi uma das pioneiras a investir em brechós na década de 80. O que recorda dessa época?
Zashi - Atualmente, você está envolvida na produção de uma linha de roupas para chefs nos moldes japoneses. Como está sendo esse desafio? Sonia - Há dez anos, a chef Neka Mena Barreto me pediu para
desenvolver algo com um quê oriental. Na época,
estava envolvida com outros projetos e acabei não fazendo. Recentemente,
encontrei o chef Carlos Ribeiro, que voltou a me fazer o mesmo pedido.
Cansado das opções do mercado, ele me solicitou algo diferenciado,
com inspiração oriental. Zashi - O que você acha das vestimentas tradicionais do Japão?
Zashi - Como é confeccionar roupas para teatro? Qual o grande diferencial desse estilo? Sonia - Cada roupa atende a uma função. No caso de uniformes e roupas de trabalho, é bem específico e claro. Para um segmento mais fashion, o estilo é importante. Roupa para palco, teatro, também atende a uma função bem específica, que não a da moda. A preocupação para quem faz roupa para teatro é outra, uma delas, por exemplo, é a visibilidade que a roupa tem há mais de 10 metros de distância, quando se trabalha com palcos e teatros muito grandes (Municipal, por exemplo). Muitos detalhes, e até mesmo acabamentos, no palco podem desaparecer. Zashi - Você gosta e pratica diversas técnicas japonesas. O que fez você se interessar por essas artes? Isso influencia seu trabalho de alguma maneira? Sonia - Na virada do milênio, resolvi ir atrás de coisas que sempre quis fazer, mas nunca tive tempo. Assim, resolvi ver uma aula de shodô, mesmo sem falar japonês, pois a caligrafia japonesa sempre me facionou. O kendô foi a mesma coisa, sempre gostei de espada, fui fazer uma aula de esgrima, mas não me identifiquei muito, foi então que pensei na espada japonesa. O kendô é uma prática que vai além da técnica marcial. É como forjar o caráter com o fio da espada. (Texto: Suzana Sakai/NB | Fotos: Arquivo Pessoal | Journal Nippo Brasil) |
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